quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Seminário Design & Natureza - Recursos Naturais

Design & Natureza é um evento anual que tem como objetivo promover e divulgar práticas de projeto que contribuam para o desenvolvimento sustentável do planeta.

O shopping D&D, em São Paulo, promove uma exposição destes produtos e um seminário que coloca em discussão temas relativos ao meio ambiente e sustentabilidade. Acontece no dia 21 de setembro.

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Soluções para Empresas de Projeto - João Pessoa

Acontecerá no dia 20 de outubro em João Pessoa um evento que já ocorre há 3 anos em São Paulo e que visa divulgar os resultados da implantação de um modelo de gestão de empresas de projeto desenvolvido pela USP em empresas de projeto de construção civil.
Esse modelo de gestão abrange áreas gerenciais das empresas de projeto como: área financeira e custos, marketing, captação de projetos e, principalmente, a própria gestão dos projetos e do seu processo.
Para isso, convidamos alguns dos professores e profissionais que mais pesquisam e desenvolvem o assunto no Brasil para apresentar as palestras no evento intitulado "SOLUÇÕES PARA EMPRESAS DE PROJETO - JOÃO PESSOA".

Clique no cartaz para ampliar:

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

MIS-RJ: entorno (nacional?)

Um escritório americano vence o concurso para o projeto do Museu da Imagem e do Som no Rio de Janeiro. Não tem como fugir do assunto. Mais uma vez um estrangeiro ganha o contrato que poderia ser de um conterrâneo da obra? E esse estrangeiro conhece nossa cultura para vir projetar aqui? Ele conhece o nosso famoso calçadão?

A primeira questão é que, a priori, o julgamento é feito a partir da análise do projeto como um elemento técnico. São dadas as diretrizes e, logicamente (e talvez teoricamente), a origem do escritório vencedor não entrará em questão. Outro levantamento importante surge do arquiteto Henrique de Carvalho: “Vejo pelo lado da contribuição com a nossa cultura. Somos um povo mestiço que constituiu, em alguns pontos, uma cultura nova, assimilando e transformando as influências externas”.

Em parte pela questão das novas técnicas que podem ser trazidas para os profissionais nacionais. Novos métodos que vão desde organização do trabalho até a aplicação dos materiais. Em parte pela idéia da contribuição de uma cultura diferente em termos de imagem. Me refiro tanto à imagem da cidade quanto à imagem de quem faz a imagem da cidade. Um projeto novo aos olhos do público desperta os olhares para um fazer novo na cidade. O povo descobre que não precisa ser neoclássico, modernista, ou ainda, não precisa não dizer nada pra se isentar de culpa.

Mas eis outra questão: como o novo fala com o que já existe? O concurso solicita a apresentação de uma fotomontagem com o projeto inserido na paisagem. Esse fator sugere que um ponto chave no resultado do concurso seria a relação com o entorno. Pra começar, percebe-se que os participantes brasileiros bebem de fontes nacionais ou seguem sua própria linha, enquanto os estrangeiros tentam fazer algo que pareça resumir sua obra como um ícone de si mesmos na paisagem brasileira, com exceção do vencedor, que parece fazer referência à arquitetura de Zaha Hadid.

Considerando a inserção do volume na paisagem, os fatores são múltiplos. Podemos analisar sobre a ótica de que a paisagem carioca é muito diversa, então dialogar com o entorno inclui uma questão de seleção e exclusão de o que seria esse entorno. Ainda assim, o diálogo que existe entre novo e existente é subjetivo. Até onde é interessante manter o ritmo e quando é preciso quebrá-lo.

Para Pedro Palazzo, a falta de beleza das nossas cidades se deve em grande parte à recusa dos arquitetos em ter um pouco de humildade e se curvar ao caráter do sítio no qual eles trabalham. Segundo Luis Panades, “nesse tipo de arquitetura nos falta algumas relações com o nosso modus de vida, então eu valoro mais pela qualidade dos acessos, pela infra-estrutura que nos atender quanto ao transporte, tanto público como pessoal (uma realidade brasileira), se vai formar fila na calçada, se vai ter espaço para isso, se tem estacionamento e como tudo isso conversa.”

Em outra esfera, Márcio Martins prevê acertadamente que nenhum dos projetos cabe no ínfimo orçamento de R$ 44 milhões. O projeto vencedor já teve seu orçamento atualizado chegando aos R$ 65 milhões. Além disso, considera um investimento fora de lugar, afirmando que esse dinheiro poderia ser aplicado em projetos interessantes em outras regiões da cidade, citando o alto número de investimentos já feitos em Copacabana. Além do que, muitos dos projetos para centro culturais, depois de inaugurados, não passam daquela febre inicial e caem no esquecimento restando salões e galerias vazias.

Só para não deixar de citar. Nossos representantes nacionais foram os escritórios Brasil Arquitetura, Bernardes+Jacobsen, Rodrigo Cerviño Lopez e Isay Weinfeld. Os estrangeiros foram Daniel Libeskind, Shigeru Ban e o vencedor Diller Scofidio. A pergunta que ainda permanece sem resposta: o que falta para se abrirem concursos públicos de verdade para os grandes projetos públicos?

Para maiores informações sobre o concurso:

Pini Web

Concurso de Projeto

O Globo

Portal do Arquiteto

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Tecnologias Digitais Aplicadas à Documentação Arquitetônica

A pedido do Professor da UFBa Arivaldo Amorim, professor meu inclusive, divulgamos o evento que irá acontecer em setembro:

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Prezados Colegas e Amigos,

Encaminho o material de divulgação do Seminário Internacional Tecnologias Digitais Aplicadas à Documentação Arquitetônica, a ser realizado em Salvador - BA, no próximo dia 25 de setembro.
Este evento é uma atividade integrante do projeto de cooperação acadêmica firmado entre o Laboratório de Computação Gráfica Aplicada à Arquitetura e ao Desenho da Faculdade de Arquitetura - LCAD -, da Universidade Federal da Bahia e o Instituto de Fotogrametria e Sensoriamento Remoto - IPF -, da Karlsruhe University, na Alemanha, sendo realizado no âmbito do Programa Brasil Alemanha - PROBRAL, contando com o apóio da CAPES e do DAAD.
Espero contar com a participação de vocês seja comparecendo ao evento, seja colaborando na sua divulgação.
_______________________________________________________
Arivaldo Leão de Amorim
alamorim@ufba.br
Professor Titular
LCAD / Faculdade de Arquitetura / UFBA
Rua Caetano Moura, 121 - Federação
40210-350 - Salvador - Bahia - BRASIL
Fone: +55 71 3283-5894 - LCAD

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mensagem aos arquitetos

FORUM DAS ENTIDADES NACIONAIS - COLÉGIO BRASILEIRO DE ARQUITETOS E URBANISTAS -CBA

INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL + FEDERAÇÃO NACIONAL DOS ARQUITETOS e URBANISTAS + ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO DEARQUITETURA E URBANISMO +ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA + ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ARQUITETOSPAISAGISTAS


AOS ARQUITETOS(AS) DO BRASIL


Tramita no Congresso Nacional o Projeto-de-lei 4413/2008, de autoria do Poder Executivo, que cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo no Brasil (CAU-BR). Essa matéria já tramitou no parlamento brasileiro de 2003 a 2007, através dos PL 347/2003 e 4747/2005, de autoria do Senador José Sarney.

O pleito dos arquitetos e urbanistas brasileiros por um conselho próprio tem mais de 50 anos e conta como signatários à sua formação, as entidades de maior representação da classe no país (ABAP, ABEA, AsBEA, FNA e IAB) que juntas congregam quase 100 mil profissionais.

Atualmente, os arquitetos são registrados no Sistema CONFEA/CREA, autarquia criada na década de 1930, quando existiam em torno de 100 arquitetos no país e apenas dois cursos de arquitetura. Hoje com quase um milhão de profissionais e mais de 300 modalidades de profissões da engenharia, esse sistema é incapaz de dar conta de defender a sociedade do mau exercício profissional de toda essa diversidade de profissões.

Nessa circunstância, é inconcebível no Brasil de hoje, conselhos ou ordens profissionais onde estejam juntos médicos, enfermeiros, bioquímicos e veterinários, assim como os advogados, contadores e oficiais de cartórios sob a égide de uma única organização.

Arquitetura e Urbanismo formam um todo indissolúvel. Urbanismo sem Arquitetura não existe, pois as duas disciplinas se complementam e interdependem. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo deverá ser o conselho de uma profissão unitária.

Nesse quadro, as entidades signatárias desse documento, lutam juntas há mais de 10 anos, pela separação dos arquitetos e urbanistas do Sistema CONFEA/CREA, e a instalação de um conselho próprio. Esse é um desejo da maioria esmagadora da categoria, comprovado pela pesquisa realizada pelo próprio CONFEA no ano de 2008 com os profissionais do sistema, a qual acusou que 75% dos profissionais da arquitetura e urbanismo são favoráveis à criação do CAU.

Dentre os aproximadamente 120 países filiados à União Internacional dos Arquitetos (UIA), menos de 10% têm conselhos mistos. São países com pequena quantidade de profissionais, que não justificam a existência de um conselho próprio, como já foi o Brasil na década de 1930.

Na América do Sul, o Brasil é um dos poucos países que não tem sua instituição própria regulamentada para a profissão dos arquitetos, fato anacrônico, se considerarmos a expressividade da arquitetura brasileira. Brasília, com sua arquitetura única, obra dos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, é reconhecidamente uma das mais importantes realizações urbanísticas e arquitetônicas do século XX. Somos, além do mais, um dos poucos países a ter dois arquitetos laureados com a maior condecoração de arquitetura do planeta, o Prêmio Pritzker (Oscar Niemeyer-1988 e Paulo Mendes da Rocha- 2006).

Se pretendemos integrar-nos ao Mercosul, da maneira como os países europeus se integraram à União Européia, é inadmissível que sejamos uma exceção entre nossos pares. Com o “Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil” seguramente o benefício será da sociedade brasileira.

Por fim, colega arquiteto(a) e urbanista, as entidades acima solicitam seu engajamento para aprovação do PL 4413/2008 que já conta com o apoio da União Internacional dos Arquitetos, Federação Pan- Americana de Associações de Arquitetos e de todos os arquitetos brasileiros de renome tais como Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha, Ruy Ohtake, João Filgueiras Lima (Lelé). Agora precisamos de você nessa luta.

ACESSE O SITE WWW.CAU.ORG.BR E ACOMPANHE ESSE TRABALHO

sábado, 6 de junho de 2009

Guggenheim Bilbao e as curvas da escultura

Carlos Henrique Bernardino de Carvalho ch_henrique@yahoo.com.br



Passados mais de dez anos da inauguração do Museu Guggenheim em Bilbao, na Espanha, os arquitetos parecem ainda não ter digerido a ousada proposta projetual do canadense Frank Owen Gehry. Para além do lugar-comum modernista forma-função, emergem discussões diferentes acerca do espaço expositivo. Dado que a crítica apresentada geralmente se comporta de forma retrógrada ao hierarquizar fatores em temas como "obra e museu" e "arte e arquitetura", este é um museu de fusão e integração, feito para suscitar novas relações entre o público, o museu e as obras.


O primeiro equívoco na análise da obra de Gehry se dá ao estabelecer-se uma distinção clara entre arte e museu. Ali, pretende-se justamente criar um jogo infinito de sobreposições e distorções. A construção interage, a partir de sua irregularidade, com a mostra e o espectador simultaneamente. Num momento de fusão das disciplinas, quando muito se fala em transdisciplinaridade e alguns teóricos trazem temas como Translinguagens, Trans-arquitetura (1) e Transdesign (2), o Guggenheim é um museu que se confunde com a arte num processo de hibridização das linguagens. Não se trata de um lugar para exposições inertes, assépticas e laboratoriais. Diferente do museu-suporte (3), ele é capaz de acolher exposições e acariciá-las.

Esta abordagem é criticada pelos que encaram um museu como algo que deve tão-somente dar espaço para os objetos expostos – enquanto aquele passaria a ser suporte desconsiderável na apreciação das peças. Esquecem da inescapável presença física do espaço arquitetônico que, como toda arte viva, procura estar de acordo com seu tempo e as pertinências deste.



O erro da crítica tradicional está na adoção de pressupostos para a análise arquitetônica. Por este caminho, a visão da novidade que poderia haver torna-se limitada por cristalizações de gênero. Nenhuma construção precisa ser coerente com algum lugar-comum projetual se quiser alçar a esfera da arte, ou seja, se quiser ser manifestação sensível do Espírito (4).

Um exemplo é a obra de Richard Serra exposta no edifício tema deste texto. Num primeiro momento, uma única peça da composição – Serpente (5) - foi exibida em sala exclusiva. Mais tarde, convidaram-no para terminar o conjunto de peças que têm exposição permanente numa das grandes salas. São esculturas (se é que assim podemos chamá-las, visto que suas obras, quando enquadradas, estão mais para site specifics) que interagem com o museu até no seu processo de elaboração. Para viabilizar a construção em Bilbao, na década de 90, Gehry criou um escritório de cálculos estruturais que, a partir de um programa para projetos aeronáuticos, desenvolveu um software específico para arquitetura. Serra, por sua vez, teve suporte deste mesmo escritório de engenharia. Posteriormente, ela foi executada em aço numa fundição que mantém convênio com o artista para que suas peças possam ser produzidas.




O que fica claro disso tudo? O cálculo estrutural que viabiliza a sustentação do abrigo dá suporte à concepção da obra-intervenção ali inserida. A peça exposta no interior passa a jogar intensamente com a edificação. Assim, se o argumento de perda de qualidade nas mostras de peças mais antigas fizer muito volume em algum debate, pode-se dizer que o museu permite, às mais jovens e integradas aos seus conceitos, maior autonomia e riqueza para que situações sejam criadas tirando partido da arquitetura.



É provável que uma mostra renascentista receba menos atenção que o museu se o visitante for novo no recinto. Porém, qual o problema em preferir a experiência no tempo-espaço construído àquela de uma visualidade já incorporada ao cotidiano? A mente acomodada reluta quando o programa é subvertido em favor da experiência. E não há problema algum que a cada nova exposição novas questões surjam da relação travada, até porque cada conjunto exposto poderá sempre ser tratado como uma instalação que se relaciona com o prédio. A diferença se apresenta na explicitação do que na maioria dos outros casos está subentendido: a composição "obra-conjunto-espaço". Além disso, para aqueles que passeiam pela Europa, há inúmeros outros museus no formato estabelecido corroborando para que o Guggenheim Bilbao seja uma experiência diferenciada.

Um museu que surgiu atemorizando as possíveis mostras que estariam por vir apresenta a chance de o site specific acontecer enquanto jogo de linguagens que atravessam objetos e sentidos, confundindo principalmente arquitetura e escultura (6). Não é impraticável a arte usual neste museu. O que ocorre é a perda da linearidade expositiva.

Carlos Henrique Bernardino de Carvalho, Arquiteto, Urbanista e Paisagista pela UNESP-Bauru (2004), com curso de extensão em Arquitetura da Cidade Contemporânea pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2006), participante da V BIA-SP na exposição de estudantes e VI BIA-SP na exposição geral de arquitetos, é arquiteto do escritório Bernardes+Jacobsen Arquitetura em SP.

(1) NOVAK, Marcos. Transarchitecture e Transmitting Architecture: the transphysical city. in http://www.mat.ucsb.edu/~marcos/Centrifuge_Site/MainFrameSet.html
(2) ROSSI, Dorival Campos. Transdesign – Folias da Linguagem, Anarquia da Representação: um estudo acerca dos objetos sensíveis. Tese de Doutorado: Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica, PUCSP, São Paulo, 2003; site & jogo in: http://transdesign.art.br/
(3)
Ou museu-cabide
(4) Cf.
HEGEL, George W. F. Fenomenologia do espírito. Rio de Janeiro, Vozes, 2001.
(5)
http://www.spliteye.com/serra/
(6) São usados aqui os termos
arquitetura e escultura somente para enfatizar o sentido da frase, já que se formos levar à risca a percepção de que não há mais epistemologia, a explicação dos conceitos se torna deliciosamente vaga e tediosamente vazia.

Imagens

LOZANO, Enrique B. fotos pessoais de viagem. Bilbao, Espanha, 2005.

SERRA, Richard. Eight Torqued Ellipses (five singles and three doubles) and Snake. Disponível em http://www.spliteye.com/serra/installation.htm. Acesso em 22 de maio de 2009.

sábado, 23 de maio de 2009

VIII Congresso HABITAR

Automação Residencial e Tecnologias para Habitação
de 17 a 19 de junho em São Paulo
Principais temas: eficiencia energética e automação, situação atual da automação no Brasil e no mundo, estudos de casos
Evento paralelo: Salão da Automação Residencial - exposição de produtos e soluções tecnologicas para residencias
Organização:
AURESIDE - Associação Brasileira de Automação Residencial
Informações: www.aureside.org.br